“Espertalhões do IPI”

setembro 28, 2011

Saiu no blog NA:

 Diante do aumento do IPI começam a pipocar pelo país inúmeras promoções do tipo: “últimas unidades sem aumento do IPI!”

(…)

O leitor Victor Santos ficou estupefato com a sacanagem nova ação de vendas de algumas concessionárias, que resolveram explorar os consumidores com carros mexicanos envelhecidos dois anos em pátios como se fossem vinhos. Leia o relato dele:

Até mesmo automóveis mexicanos que estão isentos desse aumento e veículos 2010 que já estão nas concessionárias parados há dois anos vem sendo alvo do “aumento de IPI”.

A Dodge Journey RT 2010 encontrada na Intercar no Rio de Janeiro, um mês atrás era negociada a 104 mil reais, desconto na tabela, pois ao que tudo indica mês que vem chega o modelo 2012.

Ela atualmente está sendo oferecida à absurda cifra de 110 mil reais devido ao reajuste do IPI… Na internet era possível encontrar várias unidades por 99 mil reais, e hoje estão todas sendo “ajustadas” para mais, como se existisse um complô para cada vez mais lesar o consumidor.

(…)

O Brasil é o único país onde um carro que já saiu de linha, fabricado há dois anos e parado na concessionária, é reajustado… PARA MAIS!

Parabéns a VOCÊ, brasileiro, que faz com que isso ocorra, implorando para ser lesado apenas para ter um efêmero-pseudo status social.

Carro no Brasil seria mais caro mesmo sem imposto

setembro 23, 2011

O preço de alguns carros no Brasil seria mais alto do que na matriz das montadoras mesmo se os impostos que afetam diretamente o valor final fossem zerados, como indicam dados das empresas e da Anfavea, a associação dos fabricantes instalados no País.

O Chevrolet Malibu, por exemplo, custa a partir de R$ 89.900 no Brasil. Tirando IPI, ICMS e PIS/Cofins, o valor poderia cair para R$ 57.176. Mesmo assim, estaria mais caro do que nos Estados Unidos, onde carro sai por R$ 42.300 com impostos para o consumidor de Nova York.

O Ford Focus Sedan está em situação semelhante. Sem impostos, o preço poderia cair de R$ 56.830 para R$ 39.554 no Brasil. Porém, em nova York esse veículo custa R$ 30.743 com tributação.

Matéria completa:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,carro-no-brasil-seria-mais-caro-mesmo-sem-imposto,85197,0.htm

Com todos os dados que o governo detém sobre a fabricação de automóveis no país, fica muito difícil acreditar em ação puramente protecionista. Uma máfia podre consome o interior do poder político e empresarial deste país, motivado apenas pela indiferença e ignorância do povo mais vazio deste mundo: o brasileiro.

O país da hipocrisia

setembro 21, 2011

É incrível! Quando esperamos que “cara-de-pau” tem limite, vemos que este não existe em um país chamado Brasil: no discurso de abertura da presidente Dilma na Assembleia Geral da ONU, ela criticou o protecionismo comercial adotado por alguns países que tentam proteger os seus mercados. Seis dias depois de ela própria aprovar o aumento do IPI de carros importados em 30%.

Ainda, a presidente criticou também a guerra cambial, mandando um recado direto aos EUA e à China, dizendo que “é preciso impedir a manipulação do câmbio por meio de políticas monetárias extremamente expansionistas (é o caso dos Estados Unidos) e por meio de controle do câmbio (é o caso da China).”

Agora fica a pergunta: o quê ela está fazendo de CONCRETO para tornar o país competitivo internacionalmente além de estimular o privilégio de uma indústria sanguessuga, exploradora, fanfarrona e sucateada que aqui existe?

Comentário de Daniel Fraga sobre o aumento do IPI

setembro 20, 2011

Acorda, Brasil!

setembro 19, 2011

O povo brasileiro em sua maioria é azarado, sofrido e oprimido. Aparentemente possuímos os “piores políticos”, o “pior sistema de saúde”, o “pior sistema educacional”, os “piores impostos”, entre muitos outros “piores” popularmente discutidos. Mas será que azar, sofrimento e opressão são mesmo natos em nosso povo?

Não.

Somos passivos demais. Tal passividade não existe devido à falta de “manifestações populares frente à dificuldades”, como se é esperado, mas sim surge no dia-a-dia. Surge quando temos uma educação falha. Surge quando perdemos a vontade de buscar conhecimento, buscar a verdade, e assim deixamos de lutar para alcançar uma melhor condição pessoal: apenas aceitamos o que nos é disponibilizado.

E esse justamente tem sido o cenário da indústria automotiva nacional: recebemos “qualquer coisa”, aceitamos “qualquer coisa”, pagamos “qualquer preço”, e não reclamamos. Nem mesmo pensamos, raciocinamos, buscamos informações sobre os automóveis que compramos. Parece que o conformismo com o “status imediato” que o automóvel trará supera todas as escolhas racionais e justas que alguém poderia fazer. Ou então seria um conformismo com lendas de “baixo custo, manutenção barata e ótima revenda”?

O brasileiro é medroso. Tem medo de arriscar. Tem medo de se informar. Tem medo do conhecimento. Tem medo de ser socialmente isolado. As “lendas automotivas nacionais” (repetindo: baixo custo, manutenção barata e ótima revenda…) cunharam no povo um comportamento de compra de carros que ajudaram as empresas automotivas aqui presentes a aumentarem a assiduidade da exploração do lucro fácil com produtos exorbitantemente caros e ultrapassados.

Mas tudo isso não é novidade. Tais fatos já estão deveras debatidos pela internet. Entretanto, o que falta ao brasileiro é simplesmente um momento de ponderação. Ponderação sobre o quê está sendo feito, o quê lhe é preciso, e o quê o seu comportamento está gerando. Ainda, para onde e para quem o seu dinheiro está indo.

Está compensando pagar tal preço para se ter um automóvel 0km em sua garagem o qual “impressionará o seu vizinho e não vai dar dor de cabeça porque não quebrará”? Está compensando pagar tal preço para se ter um automóvel 0km e encher os bolsos de dinheiro de certos empresários?

Uma passeata não é necessária para alterar esse cenário. Multidões não precisam serem movidas. Apenas uma coisa basta, e é um simples raciocício: Quem está ganhando e quem está perdendo?

– Verdade Sobre Rodas

Mais sobre o aumento do IPI

setembro 19, 2011

Miriam Leitão a respeito do aumento do IPI de importados

setembro 19, 2011

Gandini critica “lobby” montado

setembro 19, 2011

Saiu no UOL no dia 15/09:

José Luiz Gandini também criticou atividades de bastidores de representantes da chamada indústria nacional. “Há muito lobby para que os incentivos saiam do papel. Hoje, o temor de uma crise é muito grande. Porém, estão invertendo as coisas. Os estoques das montadoras estão altos e estão colocando a culpa na competitividade proporcionada pelas importadoras. Isso está errado. Cheguei a ouvir até em aumento da taxa de importação, algo que soa como absurdo”, falou o presidente da Abeiva.

O “lobby” que o executivo citou se refere a um crescente movimento das montadoras para reduzir a competição no mercado, causada pela chegada de novas marcas chinesas, como a JAC e a Chery, e pela entrada de modelos importados mais completos e com preços baixos, como é o caso do Kia Picanto. Já quanto ao aumento da taxa de importação, que hoje é de 35%, não pode sofrer reajuste, já que está no teto permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Polemizando mais, também nesta quarta-feira (14), o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu uma sobretaxa aos carros importados. “Tivemos uma redução de praticamente 40% de empregos gerados na indústria automobilística este ano. E aumento muito forte na entrada de importados, e eu gostaria de solicitar que os brasileiros dessem preferência ao carro nacional”, declarou Lupi. “Defendo a taxação dos produtos importados e se for o caso, redução de IPI para os nacionais”, concluiu.

Não é preciso provas: o “de fora” acusou o lobby, o “de dentro” assumiu.

Aumento do IPI de carros importados: nossa opinião

setembro 19, 2011

“Nossas maiores esperanças e nossos piores medos raramente concretizam-se, mas os nossos piores medos se concretizaram nesta noite”, disse Jim McKay, jornalista americano, ao informar o trágico fim do massacre dos jogos olímpicos de Munique, em 1972.

Claro que não estamos tratando ou falando de um caso ou circunstância tão horripilante ou escabrosa caso como a mencionada acima, mas a frase de McKay é extremamente apropriada para a atual situação do mercado automobilístico brasileiro.

Desde que Fernando Collor chamou os carros nacionais de “carroças” e abriu o mercado, um dos poucos atos a atingirem o cartel das grande e poderosas montadoras nacionais, muito pouco foi adicionalmente feito, e quase nada mudou – ao menos positivamente. A qualidade dos automóveis atingiu tristes patamares, e os preços tornaram-se absurdos, quase surrealistas. A maquiagem do “custo Brasil” esconde a verdadeira razão dos altos preços e da qualidade duvidosa: a ganância das grandes montadoras, que acumulam lucros exorbitantes.

O brasileiro, infelizmente, acomoda-se na sua ignorância, e com um belo e patético sorriso no rosto, paga caro por automóveis sem o devido valor. Parte desse comportamento provém, como mencionado, da sua total ignorância e incompetência. Outra parte provém de seu ego diminuto e da ridícula falta de auto-estima do brasileiro comum, que compra carros como sinal de status e de importância, um método artificial de inflar seu ego ferido por um país massacrante. Outra parte, é claro, provém do cartel maquiavélico automobilístico que se instalou no país.

Não temos a infraestrutura de transporte público como do Japão, onde carros são realmente um luxo dispensável. Do contrário, dependemos de nossas “carroças” para o dia-a-dia, para a difícil locomoção em nossas metrópoles mal planejadas. Esse círculo vicioso de má qualidade, dependência do automóvel, ignorância e ganância tornaram nosso mercado de automóveis um paradoxo, um complexo e kafkaesco emaranhado de mentiras.

Bravamente, alguns poucos empresários tentaram quebrar este círculo vicioso, trazendo marcas importadas de qualidade a preços mais “compatíveis” (não necessariamente justos, mas devidamente mais apropriados). Quebrariam o monopólio de ganância e trariam competição de qualidade. Dentre estas, destaco a Kia, a Lifan, a Chery, e a Jac.

Infelizmente, na noite de quinta-feira, o lobby das poderosas (VW, Ford, Fiat, GM, Honda e Toyota) falou mais alto, e mostrou quem manda neste país (o empresariado corrupto e o PMDB). Foi decretada a morte da competência e da honestidade, e enterradas todas e quaisquer esperanças de um futuro promissor no nosso mercado automobilístico. Foi premiado, com méritos e pompas, o caminho da ignorância, da maldade, da ganância e da má gestão. O IPI dos importados, aumentado em exorbitantes 30%, é a prova de que não há futuro promissor para este país, estando-o condenado a essa espiral de incompetência e prostração que o levará, rapidamente, à total e completa ruína.

Tenha vergonha, empresariado brasileiro, consumidor brasileiro, e todo aquele que contribuiu para esse verdadeiro coup d’etat  da qualidade.

Neste blog, falaremos mais sobre ações, medidas, e verdades a respeito do escabroso e triste mercado automobilístico brasileiro. Lutaremos até o fim!

Sobre este site: nossa visão e objetivo

setembro 19, 2011

O site VERDADE SOBRE RODAS tem a intenção de explicitar as grandes verdades impronunciáveis da “indústria automotiva brasileira”. Nós, consumidores, precisamos desta consciência.

NÃO aos impostos protecionistas que defendem os intereses de um cartel de montadoras.
NÃO aos automóveis “nacionais” de projetos defasados.
NÃO aos preços irreais, incompatíveis com o produto.
NÃO às lendas automotivas nacionais que priviliegiam certos fabricantes.
NÃO ao ágio.
NÃO ao financiamentos extorsivos.
NÃO ao mau atendimento de lojistas.
NÃO à especulação de preços dos combustíveis

NÃO PRECISAMOS DE NADA DISSO!