Acorda, Brasil!

O povo brasileiro em sua maioria é azarado, sofrido e oprimido. Aparentemente possuímos os “piores políticos”, o “pior sistema de saúde”, o “pior sistema educacional”, os “piores impostos”, entre muitos outros “piores” popularmente discutidos. Mas será que azar, sofrimento e opressão são mesmo natos em nosso povo?

Não.

Somos passivos demais. Tal passividade não existe devido à falta de “manifestações populares frente à dificuldades”, como se é esperado, mas sim surge no dia-a-dia. Surge quando temos uma educação falha. Surge quando perdemos a vontade de buscar conhecimento, buscar a verdade, e assim deixamos de lutar para alcançar uma melhor condição pessoal: apenas aceitamos o que nos é disponibilizado.

E esse justamente tem sido o cenário da indústria automotiva nacional: recebemos “qualquer coisa”, aceitamos “qualquer coisa”, pagamos “qualquer preço”, e não reclamamos. Nem mesmo pensamos, raciocinamos, buscamos informações sobre os automóveis que compramos. Parece que o conformismo com o “status imediato” que o automóvel trará supera todas as escolhas racionais e justas que alguém poderia fazer. Ou então seria um conformismo com lendas de “baixo custo, manutenção barata e ótima revenda”?

O brasileiro é medroso. Tem medo de arriscar. Tem medo de se informar. Tem medo do conhecimento. Tem medo de ser socialmente isolado. As “lendas automotivas nacionais” (repetindo: baixo custo, manutenção barata e ótima revenda…) cunharam no povo um comportamento de compra de carros que ajudaram as empresas automotivas aqui presentes a aumentarem a assiduidade da exploração do lucro fácil com produtos exorbitantemente caros e ultrapassados.

Mas tudo isso não é novidade. Tais fatos já estão deveras debatidos pela internet. Entretanto, o que falta ao brasileiro é simplesmente um momento de ponderação. Ponderação sobre o quê está sendo feito, o quê lhe é preciso, e o quê o seu comportamento está gerando. Ainda, para onde e para quem o seu dinheiro está indo.

Está compensando pagar tal preço para se ter um automóvel 0km em sua garagem o qual “impressionará o seu vizinho e não vai dar dor de cabeça porque não quebrará”? Está compensando pagar tal preço para se ter um automóvel 0km e encher os bolsos de dinheiro de certos empresários?

Uma passeata não é necessária para alterar esse cenário. Multidões não precisam serem movidas. Apenas uma coisa basta, e é um simples raciocício: quem está ganhando e quem está perdendo?

– Verdade Sobre Rodas

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