Archive for the ‘Editorial’ Category

Acorda, Brasil!

setembro 19, 2011

O povo brasileiro em sua maioria é azarado, sofrido e oprimido. Aparentemente possuímos os “piores políticos”, o “pior sistema de saúde”, o “pior sistema educacional”, os “piores impostos”, entre muitos outros “piores” popularmente discutidos. Mas será que azar, sofrimento e opressão são mesmo natos em nosso povo?

Não.

Somos passivos demais. Tal passividade não existe devido à falta de “manifestações populares frente à dificuldades”, como se é esperado, mas sim surge no dia-a-dia. Surge quando temos uma educação falha. Surge quando perdemos a vontade de buscar conhecimento, buscar a verdade, e assim deixamos de lutar para alcançar uma melhor condição pessoal: apenas aceitamos o que nos é disponibilizado.

E esse justamente tem sido o cenário da indústria automotiva nacional: recebemos “qualquer coisa”, aceitamos “qualquer coisa”, pagamos “qualquer preço”, e não reclamamos. Nem mesmo pensamos, raciocinamos, buscamos informações sobre os automóveis que compramos. Parece que o conformismo com o “status imediato” que o automóvel trará supera todas as escolhas racionais e justas que alguém poderia fazer. Ou então seria um conformismo com lendas de “baixo custo, manutenção barata e ótima revenda”?

O brasileiro é medroso. Tem medo de arriscar. Tem medo de se informar. Tem medo do conhecimento. Tem medo de ser socialmente isolado. As “lendas automotivas nacionais” (repetindo: baixo custo, manutenção barata e ótima revenda…) cunharam no povo um comportamento de compra de carros que ajudaram as empresas automotivas aqui presentes a aumentarem a assiduidade da exploração do lucro fácil com produtos exorbitantemente caros e ultrapassados.

Mas tudo isso não é novidade. Tais fatos já estão deveras debatidos pela internet. Entretanto, o que falta ao brasileiro é simplesmente um momento de ponderação. Ponderação sobre o quê está sendo feito, o quê lhe é preciso, e o quê o seu comportamento está gerando. Ainda, para onde e para quem o seu dinheiro está indo.

Está compensando pagar tal preço para se ter um automóvel 0km em sua garagem o qual “impressionará o seu vizinho e não vai dar dor de cabeça porque não quebrará”? Está compensando pagar tal preço para se ter um automóvel 0km e encher os bolsos de dinheiro de certos empresários?

Uma passeata não é necessária para alterar esse cenário. Multidões não precisam serem movidas. Apenas uma coisa basta, e é um simples raciocício: Quem está ganhando e quem está perdendo?

– Verdade Sobre Rodas

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Mais sobre o aumento do IPI

setembro 19, 2011

Aumento do IPI de carros importados: nossa opinião

setembro 19, 2011

“Nossas maiores esperanças e nossos piores medos raramente concretizam-se, mas os nossos piores medos se concretizaram nesta noite”, disse Jim McKay, jornalista americano, ao informar o trágico fim do massacre dos jogos olímpicos de Munique, em 1972.

Claro que não estamos tratando ou falando de um caso ou circunstância tão horripilante ou escabrosa caso como a mencionada acima, mas a frase de McKay é extremamente apropriada para a atual situação do mercado automobilístico brasileiro.

Desde que Fernando Collor chamou os carros nacionais de “carroças” e abriu o mercado, um dos poucos atos a atingirem o cartel das grande e poderosas montadoras nacionais, muito pouco foi adicionalmente feito, e quase nada mudou – ao menos positivamente. A qualidade dos automóveis atingiu tristes patamares, e os preços tornaram-se absurdos, quase surrealistas. A maquiagem do “custo Brasil” esconde a verdadeira razão dos altos preços e da qualidade duvidosa: a ganância das grandes montadoras, que acumulam lucros exorbitantes.

O brasileiro, infelizmente, acomoda-se na sua ignorância, e com um belo e patético sorriso no rosto, paga caro por automóveis sem o devido valor. Parte desse comportamento provém, como mencionado, da sua total ignorância e incompetência. Outra parte provém de seu ego diminuto e da ridícula falta de auto-estima do brasileiro comum, que compra carros como sinal de status e de importância, um método artificial de inflar seu ego ferido por um país massacrante. Outra parte, é claro, provém do cartel maquiavélico automobilístico que se instalou no país.

Não temos a infraestrutura de transporte público como do Japão, onde carros são realmente um luxo dispensável. Do contrário, dependemos de nossas “carroças” para o dia-a-dia, para a difícil locomoção em nossas metrópoles mal planejadas. Esse círculo vicioso de má qualidade, dependência do automóvel, ignorância e ganância tornaram nosso mercado de automóveis um paradoxo, um complexo e kafkaesco emaranhado de mentiras.

Bravamente, alguns poucos empresários tentaram quebrar este círculo vicioso, trazendo marcas importadas de qualidade a preços mais “compatíveis” (não necessariamente justos, mas devidamente mais apropriados). Quebrariam o monopólio de ganância e trariam competição de qualidade. Dentre estas, destaco a Kia, a Lifan, a Chery, e a Jac.

Infelizmente, na noite de quinta-feira, o lobby das poderosas (VW, Ford, Fiat, GM, Honda e Toyota) falou mais alto, e mostrou quem manda neste país (o empresariado corrupto e o PMDB). Foi decretada a morte da competência e da honestidade, e enterradas todas e quaisquer esperanças de um futuro promissor no nosso mercado automobilístico. Foi premiado, com méritos e pompas, o caminho da ignorância, da maldade, da ganância e da má gestão. O IPI dos importados, aumentado em exorbitantes 30%, é a prova de que não há futuro promissor para este país, estando-o condenado a essa espiral de incompetência e prostração que o levará, rapidamente, à total e completa ruína.

Tenha vergonha, empresariado brasileiro, consumidor brasileiro, e todo aquele que contribuiu para esse verdadeiro coup d’etat  da qualidade.

Neste blog, falaremos mais sobre ações, medidas, e verdades a respeito do escabroso e triste mercado automobilístico brasileiro. Lutaremos até o fim!

Sobre este site: nossa visão e objetivo

setembro 19, 2011

O site VERDADE SOBRE RODAS tem a intenção de explicitar as grandes verdades impronunciáveis da “indústria automotiva brasileira”. Nós, consumidores, precisamos desta consciência.

NÃO aos impostos protecionistas que defendem os intereses de um cartel de montadoras.
NÃO aos automóveis “nacionais” de projetos defasados.
NÃO aos preços irreais, incompatíveis com o produto.
NÃO às lendas automotivas nacionais que priviliegiam certos fabricantes.
NÃO ao ágio.
NÃO ao financiamentos extorsivos.
NÃO ao mau atendimento de lojistas.
NÃO à especulação de preços dos combustíveis

NÃO PRECISAMOS DE NADA DISSO!